A Fábula do Numero 45

April 20th, 2010

Quando, no Pais das Maravilhas, Alice resolve ajudar o Valete de Copas, a Rainha de Copas manda decapita-la. Bom, a Rainha de Copas manda cortar a cabeça de todo mundo por qualquer motivo.

Aqui no Brasil temos uma situação parecida, onde uma candidata à Presidente da República tem quase todos os traços da lunática personagem de Lewis Carrol, menos o fato de literalmente cortar a cabeça dos seus detratores. A Rainha de Copas nunca soube separar os poderes, não conhecia direitos básicos como propriedade privada e liberdade de imprensa.

Pois bem, a “nossa” Rainha de Copas está grilada com um numero. Não é a inflação, nem o desemprego, muito menos o crescimento pífio de nosso PIB. O problema é pura e simplesmente o número 45.

O coitado do Número não fez absolutamente nada. Apesar de ser um dos mais famosos calibres da indústria bélica, ele não matou ninguém, não fez mal a quase ninguém… só estragou a noite de Domingo da Rainha de Copas.

Estava ela em casa, assistindo o Fantástico, vendo mais uma matéria sobre algum remédio que jamais chegará às prateleiras, quando viu uma propaganda comemorando os 45 anos da Globo. “Mas Como? 45 ? Esse é o Numero do Capeta”, pensou a nossa Rainha de Copas tomada pela cólera.

E assim o número 45 foi banido de seu reino: ninguém mais estacionava em 45o. ; as partidas de futebol passaram a ter um tempo de 44 e outro de 46 minutos; 9 x 5 passou a dar 46 e nenhuma loja do reino passou a aceitar cheque para 45 dias.

Em outras terras distantes, em tempos remotos, já fora de moda, vários números, palavras, idéias e até mesmo sentimentos foram banidos, proíbidos, presos e perseguidos. Foram expulsos de seus lares, das casas e das vidas das pessoas.

Ficamos aqui com medo de que esse triste fim do número 45 não se repita com outros números, palavras, idéias ou sentimentos

Marco Aurélio Garcia por Marco Antonio Villa

February 25th, 2010

Veja – Qual é a relevância de Marco Aurélio Garcia nas relações externas?
Villa – Desde o início da República, não há registro de um assessor com tanto poder como ele. Garcia aparece nas fotos quase sempre atrás de Lula. Dá pronunciamentos em pé de igualdade com o ministro das Relações Exteriores ou o secretário-geral do Itamaraty. Marco Aurélio Garcia é considerado um grande acadêmico, um gênio, uma referência para qualquer estudo sobre relações internacionais na América Latina. Curioso é que não se conhece nenhuma nota de rodapé que ele tenha escrito sobre o tema. Fui procurar seu currículo na plataforma Lattes, do CNPq. Não há nada sobre ele. Marco Aurélio Garcia é o Pacheco das relações internacionais.

Veja – Quem é o Pacheco?
Villa – É um personagem de Eça de Queiroz que aparece no livro A Correspondência de Fradique Mendes. Pacheco era um sujeito tido como brilhante. No primeiro ano de Coimbra, as pessoas achavam estranho um estudante andar pela universidade carregando grossos volumes. No segundo ano, ele começou a ficar mais calvo e se sentava na primeira carteira. Começaram a achar que ele era muito inteligente, porque fazia uma cara muito pensativa durante as aulas e, vez por outra, folheava os tais volumes. No quarto ano, Portugal todo já sabia que havia um grande talento em Coimbra. Era o Pacheco. Virou deputado, ministro e primeiro-ministro. Quando morreu, a pátria toda chorou. Os jornalistas foram estudar sua biografia e viram que ele não tinha feito nada. Era uma fraude.

Veja – Que conseqüências a política externa do Brasil pode ter no futuro?
Villa – Pela primeira vez na história do país existe a possibilidade de a política externa tornar-se tema de eleição. Seria algo realmente inédito que, para acontecer, só depende de como Chávez vai agir nos próximos anos. As concessões dadas à Bolívia, os diversos acordos com Chávez e a recusa em classificar as Farc como um grupo terrorista estão provocando muita crítica dentro do Brasil e podem juntar-se em um único e potente tema central na próxima campanha presidencial.

Nosso Cardeal de Richelieu faz mais uma – Brasil apoia a Argentina na questão das Falklands

February 22nd, 2010

Eu tenho medo do Marco Aurélio Garcia. Tenho medo da censura, tenho medo do seu socialismo tardio, tenho medo de sua influência no governo. Tenho medo de tudo que ele faz ou fala. Tenho medo de transformarem o Brasil em uma venezuela.

Marco Aurélio Garcia é um daqueles intelectuais obscuros do PT. Nunca foi eleito a nada, mas está lá no partido, fazendo parte do diretório nacional, fazendo parte da elite pensante do partido. Ainda vou escrever um longo artigo sobre nosso Richelieu, mas agora o que me incomoda é a questão das Falklands.

Hoje, MAG disse em uma entrevista que o Brasil apoia a Argentina na questão da soberania sobre as Ilhas Falklands:

“as Malvinas têm de ser reintegradas à soberania argentina”.

Tem mesmo? Então devemos devolver o Acre à Bolívia tambem senhor Assessor?

Desde o início do governo Lula, o Brasil tem tomado posições “chavistas”: Ignoramos a zona na Venezuela, deixamos a Bolívia passar mão em nossas refinarias, montamos um escritório em nossa embaixada para um presidente golpista em Honduras, demos asilo politico a terroristas colombianos e italianos. E ao que parece até defender o programa nuclear iraniano alguns petistas defendem.

Não devemos nos meter nessa enrascada. A Inglaterra, em 1982, deixou claro que não vai sair das Falklands, e o ministro Gordon Brawn já deu sinais claros que não vai ser ele a entregar as ilhas aos Argentinos, principalmente agora que acharam petróleo por lá.

O cenário politico Argentino é propicio à mesma patriotada que eles tentaram em 1982: O pais vive um caos institucional, social e economico. Ninguém é de Ninguém por lá, uma guerra contra os ingleses seria o evento ideal para aflorar o sentimento nacionalista argentino e aplacar os conflitos internos.

Ótimo, problema único e exclusivo deles. Não cabe ao Brasil tomar uma posição agora, sempre fomos um pais de “entrar por último” em qualquer conflito. Na segunda guerra mundial só entramos na brincadeira quando os alemães começaram a afundar nossos navios. Apoiar a Argentina agora é tomar uma posição de liderança imbecil e burra na hora mais imprópria possivel.

Não temos condições de apoiar militarmente a Argentina. E na esfera politica, é simples: As Falklands fazem parte do Reino Unido e ponto final. Não adianta carta das américas ou convenção da OEA ou qualquer politicada cucaracha no momento. Os ingleses não vao sair de lá.

O Brasil virou um pais bobo, quase uma piada mundial. Só o Richelieu que não percebeu.

Já temos o nosso – Cardeal de Richelieu

February 22nd, 2010

Já temos o nosso. Marco Aurélio Garcia, o ministro do TOP-TOP, ele é a principal mente por trás do plano de governo de Dilma.

Ame-o ou deixe-o, ou melhor: comecemos daqui

October 5th, 2009

Desde sexta-feira o Brasil foi tomado por uma onda ufanista. Uma temerária e já vista onda de nacionalismo exarcebado. Discussões na base do “se você não gosta, vá embora” e “parece que você não é brasileiro por pensar assim”. De uma hora para outra viramos uma nação nacionalista, com orgulho de todas as mazelas que temos, de todas as desigualdades e de toda corrupção que permeia a existência do nosso pais.

Primeiro, gostaria de deixar claro que fiquei emocionado com o anuncio da sede dos jogos no Rio de Janeiro. É sim um marco na história de qualquer cidade, qualquer pais. Mas antes de tudo precisamos acabar com esse ufanismo, esse nacionalismo barato que é tão nocivo a qualquer povo que quer deixar de ser “zé povinho”.

Escrevi isso na semana passada:

Temos um problema sério no Brasil que é a Megalomania. Somos um povo acustumado com desfile de escola de samba na Marquês de Sapucai e Carnaval em Salvador. Sempre queremos o maior do mundo, o mais impressionante do mundo, o mais avassalador do mundo. Se o Brasil fosse governado por Faraós 5000 anos atrás, a nossa maior piramide seria 7x maior que as piramides do Egito e as outras não seriam acabadas jamais. Ficaria aquele monte de pedras pela metade, se estragando com o tempo.

Meu ponto de vista continua sendo esse. Sou contra obras faraônicas. Atenas 2004 paga até hoje os custos dos jogos. Que foram um fracasso no ponto de vista “legado” para a Cidade. Tive a oportunidade de conhecer Seoul, Berlim, Tóquio e Munique; quatro cidades que o legado olimpico é claro. Fez bem à cidade, fez bem ao povo.

A “Olimpiada brasileira” pode ser o “Evento de Formação da Nação Brasileira”. Sim, nós não temos um evento que possamos olhar para trás e falar “aqui nasceu o Brasil”. Não, não nascemos no dia que Pedro Alvares Cabral e mais meia dúzia de portugueses encontraram e Débora Seco e a Camila Pitanga nas praias baianas. Nem nascemos à margem do Rio Ipiranga, muito menos na tão “overhypada” Inconfidência Mineira, nem naquelas guerras mequetrefe contra paraguaios, holandeses ou franceses. Não existe um evento em que batemos no peito e falamos “ali nasceu o que somos”. E cá entre nós, não temos muito do que nos orgulharmos como SOCIEDADE CIVIL.

Não estou falando de futebol, samba, festas folclóricas, belezas naturais, recursos naturais, pré-sal, Lula, FHC, Paulistas, Cariocas, Senna, Piquets, Sarneys e Magalhães. Falo de sociedade cívil mesmo. Em nos comportarmos de maneira civilizada, sermos um povo que se orgulha do que somos, que defende a bandeira sem demagogia, que não joga lixo no chão, que abandona de vez a “lei de gérson”, que vota consciente, que tem escola, educação, saúde.

Que por passarmos a ser realmente uma nação, comecemos a nos importar de verdade com o que é feito com todo o dinheiro que pagamos de impostos. Não nos importando se estamos pagando para Social Democratas, Trabalhadores, Socialisdas, Comunistas, Direita, Esquerda. Na sexta-feira ouvi de várias pessoas a justificativa: “Eles iam roubar o dinheiro do mesmo jeito, pelo menos roubam fazendo algo bacana”. Esse é o sentimento que deveria ser banido daqui pra frente. Deveriamos utilizar esses jogos como a prova final de que o povo brasileiro está de olho no Sr. Lula, no Sr. Nuzman, no Sr. Paes, no Sr. Cabral e em todos aqueles que são responsáveis pelo uso do dinheiro público. Seja para construir um estádio, uma avenida, uma pinguela ou imprimir 3 páginas em alguma impressora do governo.

Os jogos Olímpicos no Brasil são a grande chance que temos, à partir de hoje, mentira à partir de sábado passado, temos um dever conosco, com nossos filhos e netos, em usar de maneira positiva os jogos, como realmente um fator de mudança completa na forma em que nos vemos como nação. Ou não, é a chance de continuarmos sendo uma república das bananas, onde a lei de gérson se perpetua, onde não importamos como nosso dinheiro é gasto e engolimos escândalos atrás de escândalos.

Cabe a nós decidirmos se vamos ser conscientes, ou deixaremos ser inebriados pelo ópio do circo.

Rio 2016 – Por que Sou Contra

September 28th, 2009

Que fique claro: Sou contra os jogos olimpicos realizados em qualquer cidade do território nacional no formato proposto pelo COB para a Candidatura do Rio 2016.

Temos um problema sério no Brasil que é a Megalomania. Somos um povo acustumado com desfile de escola de samba na Marquês de Sapucai e Carnaval em Salvador. Sempre queremos o maior do mundo, o mais impressionante do mundo, o mais avassalador do mundo. Se o Brasil fosse governado por Faraós 5000 anos atrás, a nossa maior piramide seria 7x maior que as piramides do Egito e as outras não seriam acabadas jamais. Ficaria aquele monte de pedras pela metade, se estragando com o tempo.

Somos o pais do maior estádio do mundo, da maior ponte, da maior hidroelétrica, do maior orelhão e do maior bumbódromo. Não aceitamos fazer apenas o necessário. Precisamos ser apoteóticos. Somos bregas, tacanhos, e caipiras.

Somos tão idiotas que fomos capazes de acabar com o Autódromo do Rio de Janeiro para fazer um.. um.. ginásio que quase não é utilizado no meio da pista. Temos agora meio autódromo no Rio de Janeiro. Vergonhoso. Os jogos panamericanos prometeram legados e mais legados para o Rio de Janeiro. Lembro que os “legados do Pan” eram mais falados na TV do que o tal Pré-Sal é falado nos dias de hoje. Qual o legado do Pan? Um estádio para o Botafogo perder?

A Copa de 2014 já se desenha como um ralo sem tamanho do dinheiro publico. Milhões e Milhões de reais serão despejados em estádios de utilização questionável.

O dinheiro publico, do Pré-Sal, de qualquer outra fonte, deveria ser usado para bancar a educação. Não uma viagem maluca e sem sentido que será a Olimpiada no Brasil.

Será o auge do Pão e Circo. Viraremos um pais de autistas.

Brasil, um pais de tolos

September 17th, 2009

“Como nós somos um país de muita liberdade de imprensa e sobretudo de imaginação fértil das pessoas que fazem imprensa, cada um escreveu o que quis”
Luis Inácio da Silva, seu presidente.

Cada vez que Lula fala na TV, tenho vontade de jogar algo contra a televisão. Xingar a TV virou um hábito normal, ficar transtornado vendo Jornal Nacional ou Globonews ou qualquer noticiário Brasileiro me causa embrulho no estomago. Somos um pais de tolos.

Eu ia continuar escrevendo sobre isso, mas me deu muita, muita raiva. deixa pra lá.

Devolvam as coxinhas!

September 15th, 2009

É lugar comum dizer que o estado brasileiro é grande demais. Sempre falam na TV, sempre falam em debates, sempre falam quando estamos discutindo  o “custo-Brasil”, sempre falam sempre. Não há uma semana que algum jornal de grande circulação não deixe de tocar nesse assunto.

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O Grande problema é que as pessoas não se ligam no QUANTO o estado brasileiro é Grande, Inoportuno e inconveniente. Parece até aquele seu cunhado que chega na sua casa de praia com a Van cheia de amigos para passar “só uns 3 ou 4 dias”.

A Culpa é minha e sua. Não deixamos ninguém se virar “sozinho”. Somos um povo que se intromete na vida de todo mundo. Sabemos tudo que acontece na casa do vizinho, da sua irmã, do seu tio e da sua avó. E se você viaja para Miami e não conta para seu primo de segundo grau, você é um canalha. Sempre temos que dar satisfação de tudo para todo mundo, faz parte da nossa cultura.  O estado brasileiro é mais ou menos como um parente “não convidado”, ou melhor, ele se propõe a ser sua mãe, sua sogra e sua avó o tempo todo.

A nova sandice do estado Brasileiro acontece em Minas Gerais onde foi sancionada uma lei que proíbe a venda de “produtos com gordura trans em cantinas de escolas”. Pera ai, todo mundo sabe que gordura trans faz mal a saúde, mas nenhuma criança do planeta vai morrer se comer uma ou duas coxinhas por semana na escola.

Comer uma coxinha é de inteira responsabilidade e decisão dos pais da criança. Cabe a eles decidirem se seu filho vai comer ou não coxinha no intervalo ou se ele vai assistir ou não violência na TV. Cabe aos pais educarem seus filhos, não o estado. Cabe à mãe o direito de escolha do que o muleque vai comer no recreio.
O estado brasileiro sempre se mete onde normalmente não é chamado. Daqui a pouco, algum maluco vai criar uma “comissão de qualidade de alimentação” que vai ficar nos supermercados controlando aquilo que você compra para seus filhos comerem.  Ou mesmo, para você comer!

Não adianta o argumento “mas também é proibido fumar e você é favor dessa lei”. Bom, ao fumar, você não está só se ferrando, você está ferrando todo mundo à sua volta. Quando você ou seu filho comem uma coxinha, o problema acaba sendo único e exclusivo de quem come.

O Dever do estado é te EDUCAR para que você saiba que seu filho comer Duas Coxinhas e uma Coca todo santo dia no colégio é quase uma tentativa de homicídio.  Cabe ao estado Instruir as pessoas a tomarem as melhores decisões de saúde, educação e trabalho. Nunca decidir pelas pessoas.

Mefu, Lula… Mefu

December 5th, 2008

- Ou você diria ao paciente ’sifu’? Se você chega dizendo a gravidade da doença, você acaba matando o paciente.
Luis Inácio da Silva, Presidente do Brasil, eleito por voces

Chocante.

Sim.

Não dá para falar muito sobre esse discurso. Não dá para falar muito sobre o Governo Lula. Onde está o conselho de medicina? Onde estão os defensores da ética, moral, bons custumes? Onde estão os censores, os politicamente corretos? Onde estão as pessoas de bom senso?

A era da bonanza financeira acabou. Depois de 6 anos de governo, finalmente Luis Inácio da Silva precisa pagar contas, fazer ajustes, parar com o populismo. E o que Lula faz? Chacota! Lula faz piada da maior crise financeira pós 1929. Faz eu, você e todo mundo que teve a sorte de ter algum estudo na vida e possui algum censo crítico de IDIOTAS. Sim, palhaços, babacas idiotas e burros. Afinal continuamos pagando nossos impostos para esse débil mental continuar falando coisas como essas em palanques.

Lula passou do Limite.

Não existe nada que permita que um chefe de estado diga “Sifu”, em condição alguma. Não é possivel que o chefe de estado chegue ao ponto de falar “Fodeu” em cima de um palanque. Talvez uma situação de guerra, uma quebra total e absoluta ou uma tragédia de proporções épicas. Tudo isso pode causar um “Fodeu” predencial.

Lula não tem modos. Lula não sabe escrever. Lula não sabe falar. Lula não é polido. Lula fala para as massas. O Povo adorou o Fodeu. Para o povo, a massa de manobra, aqueles que são manipulados pela novela e pelo pastor, o Fodeu é apenas o que se vive todo dia. O Fodeu é a realidade deles, e o presidente falar com eles “fodeu”, é bacana.

Quem se fode mesmo, sou eu e você… apenas.

Agora que sou preto, quero a minha parte

August 25th, 2008

Desisti do Brasil uns 3 anos atrás. Não adianta, jamais seremos civilizados, jamais seremos primeiro mundo, jamais tomaremos café com croissants em vias arborizadas. Seremos sempre o pais educado e guiado pelas novelas e folhetins. Poderemos um dia ter dinheiro, mas o ranso sempre ficará por aqui. Então já que somos uma zorra mesmo, decidi que vou avacalhar e que quero minha fatia do bolo.

Em uma dessas viagens ao passado da minha família, minha irmã mais velha acabou descobrindo que tenho duas bisavós negras, uma por sinal era até ex-escrava. Pela minha conta, sou pelo menos 25% negão, logo tenho direito ao pacotão social do Lula.

Já liguei para meu advogado e já estou entrando com pedido no Bolsa Família, Bolsa Escola, Bolsa Gravida, Bolsa Raça Negra. Já pedi tambem minha carteirinha de inscrição nos Panteras Negras e no Olodum. Já sei que terei 15% de Bonus no Vestibular da UFMG e que se alguem fizer alguma coisa comigo, poderei dizer que é sacanagem “Só porque sou preto”.

Estou gostanto bastante dessa história de ser minoria racial.